segunda-feira, 16 de abril de 2018

A paz do anoitecer

Com fios invisíveis do luar
vou bordando um manto de estrelas
para receber a noite mansa
que chega cobrindo tudo
com seu diáfano véu negro

Algumas aves retardatárias
ainda aproveitam os últimos resquícios
dos raios solares
para enfeitar a enseada
com seus magníficos voos

Uma brisa leve e morna
sopra os meus cabelos
uma paz se instala
em meu coração

Ao longe ouço um repicar de sinos
é a hora do Angelus
comovida com a tranquilidade
daquele soberbo momento
faço uma diminuta oração

Agradeço a Deus
as dádivas recebidas
e me proponho viver
com ternura o que me aguarda
em cada novo alvorecer
(Gracita)